Benfica 0 - 1 Tottenham
Desilusão e um pouco de vergonha. Em três edições deste troféu de homenagem ao Rei, duas já voaram...
O jogo de hoje foi caricato. O Benfica entrou um pouco menos forte em comparação com o jogo contra o Aston Villa (isto de jogar 3 jogos em 6 dias não faz bem a ninguém!), mas conseguiu dominar toda a primeira parte, usando o 11 tipo.
Mas o grande problema foi a fraca finalização e as poucas (em comparação com o que é habitual) oportunidades de golo. Daí o 0-0 no final do primeiro tempo. Este foi o grande erro do jogo, porque todos já esperávamos que com as substituições feitas por Jesus, que colocou todo o banco em campo, a pressão incessante, o ritmo alto e sufocante, e as oportunidades sucessivas de golo diminuíssem bastante, devido à menor qualidade da nossa segunda equipa, e das poucas rotinas de jogo que possuem. Não é, portanto, de estranhar que o Tottenham tenha dominado, na generalidade, a segunda parte. O golo deles é muito bonito, aquele toque do Giovanni é algo de extraordinário.
Uma nota de desagrado para a atitude nos 20 minutos finais do jogo. Não se via amor à camisola nem honra ao símbolo. Os jogadores falhavam passes simples, não corriam, pareciam demasiado desgastados! Temos 4 dias até à Supertaça, portanto é bom que descansem, para estarmos em "alta voltagem" no sábado. Sim, porque se a exibição de hoje foi fraquinha, o que dizer do Porto 10/11. Podemos facilmente ganhar a tão desejada Supertaça.
Em jeito de provocação, queria só dizer que é novamente seguro jogar à bola em Portugal. Bruno Alves vai embora.
Espero não voltar a escrever aqui até dia 7/8. Se isto se verificar, é sinal de que Ramires fica (ou então, vendo as coisas pelo lado positivo, de que Rodrigo já foi apresentado) pelo menos mais uma semana connosco. Mas parece-me pouco provável que o consigamos aguentar, até porque já todos sabemos lá no fundo de que quando ele chegou o ano passado, veio com a sensação de que só estaria no Benfica uma época, até se lançar para um dos "tubarões".
Cumprimentos Benfiquistas.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Benfica 4 - 1 Aston Villa
E Jesus sentou-se no banco. Algo muito raro.
Após as minhas férias, retomo de novo a publicação neste blog de incessante apoio ao SLBenfica, num momento em que nos aproximamos a passos largos da Supertaça e consequente arranque oficial da época. Mas ainda faltam 5 dias para esse jogo.
Em relação ao jogo de hoje, o sentimento que melhor descreve a exibição (na primeira parte, porque a partir dos 60 minutos houve uma notável quebra de rendimento, muito por culpa das substituições e do sentimento de dever comprido) é orgulho. André Villas-Boas diz que está preparado para o Benfica, e logo a seguir perde dois jogos. Nada se ouve de Jesus, mas quem tem acompanhado os jogos do glorioso sabe que o Porto terá poucas hipóteses de conquistar a Cândido de Oliveira.
Entrada forte do Benfica, como já vem sendo habitual, com grande destaque para Jara, que nunca dá uma bola por perdida. Muito bem. Gostei de ver hoje David Luiz a arriscar os remates, até porque o primeiro golo do Benfica, aos 10 minutos, surgiu a partir de um remate dele, ainda que tenha desviado num defesa, traindo o guarda-redes do Aston.
Continuava a pressão sufocante dos nossos jogadores, com o ocasional ataque da formação inglesa, sempre acabando por morrer ora na linha defensiva (muito certinha na primeira parte) ou nas seguras mãos (finalmente!) de Roberto, que fez uma excelente exibição. Que continue assim.
A primeira parte parecia que ia acabar com um mísero (estamos mal habituados) 1-0, mas eis que Franco Jara abrilhanta a sua exibição e atira um autêntico estoiro, com tanta velocidade e potência que o guarda-redes adversário só consegue defendê-la para a frente, onde aparece o suspeito do costume, Saviola, a fazer a recarga, como só ele sabe, para o 2-0. Com 37 minutos no relógio, o jogo já parecia terminado.
Mas... aparece um moreno argentino a explodir à entrada da área inglesa, e a ser travado em falta (acredito que marcasse golo se tivesse passado). Mesmo a jeito de Tacuara. Simulação de Aimar, toque subtil de Carlos Martins, confundindo os jogadores adversários, e Cardozo a mandar uma bomba para o ângulo superior, sem hipóteses de defesa. Estava feito o 3-0.
Logo no início da segunda parte, aos 50 minutos, novamente Jara a acreditar até ao fim, a mostrar porque é uma peça fulcral no 4x3x3 de Jesus, e a roubar uma bola na linha de fundo, já dentro da área adversária, assistindo Saviola para o quarto golo encarnado. De referir ainda uma bola no poste de Saviola depois de um cruzamento de Fábio Coentrão.
Aos 60 minutos, Jesus mexeu na equipa, tirando Aimar, Cardozo e Saviola, fazendo entrar Gaitán, Kardec e César Peixoto. A partir daqui, e como já referi antes, a equipa teve uma natural quebra de rendimento.
Inaceitável foi o 4-1 dos ingleses. «Fífia» de Sidnei, deixando escapar Carew, que confundiu David Luiz, meio-hesitante com a falha do colega, atirando com força para o lado contrário de Roberto, sem hipótese de defesa. Este resultado poderia ter sido 4-2, mas valeu Roberto a fazer uma excelente mancha ao avançado norueguês, impedindo-o assim de bisar na partida. Mal posso esperar por vê-lo a fazer o mesmo a Falcão e afins.
Já após o jogo, David Luiz recebeu um livro com textos e frases de apoio por parte da família, colegas e adeptos. Um momento bonito, e deu para ver nos olhos do «cabeludo» que ele ficou emocionado. Um jogador à Benfica.
Sucedendo a Saviola na edição do ano passado, Tacuara Cardozo levou para casa o prémio de melhor jogador do torneio. Merecido, diga-se. Está com o pé quente, muito quente.
Que venham os Spurs, para a festa de homenagem ao nosso King!
Após as minhas férias, retomo de novo a publicação neste blog de incessante apoio ao SLBenfica, num momento em que nos aproximamos a passos largos da Supertaça e consequente arranque oficial da época. Mas ainda faltam 5 dias para esse jogo.
Em relação ao jogo de hoje, o sentimento que melhor descreve a exibição (na primeira parte, porque a partir dos 60 minutos houve uma notável quebra de rendimento, muito por culpa das substituições e do sentimento de dever comprido) é orgulho. André Villas-Boas diz que está preparado para o Benfica, e logo a seguir perde dois jogos. Nada se ouve de Jesus, mas quem tem acompanhado os jogos do glorioso sabe que o Porto terá poucas hipóteses de conquistar a Cândido de Oliveira.
Entrada forte do Benfica, como já vem sendo habitual, com grande destaque para Jara, que nunca dá uma bola por perdida. Muito bem. Gostei de ver hoje David Luiz a arriscar os remates, até porque o primeiro golo do Benfica, aos 10 minutos, surgiu a partir de um remate dele, ainda que tenha desviado num defesa, traindo o guarda-redes do Aston.
Continuava a pressão sufocante dos nossos jogadores, com o ocasional ataque da formação inglesa, sempre acabando por morrer ora na linha defensiva (muito certinha na primeira parte) ou nas seguras mãos (finalmente!) de Roberto, que fez uma excelente exibição. Que continue assim.
A primeira parte parecia que ia acabar com um mísero (estamos mal habituados) 1-0, mas eis que Franco Jara abrilhanta a sua exibição e atira um autêntico estoiro, com tanta velocidade e potência que o guarda-redes adversário só consegue defendê-la para a frente, onde aparece o suspeito do costume, Saviola, a fazer a recarga, como só ele sabe, para o 2-0. Com 37 minutos no relógio, o jogo já parecia terminado.
Mas... aparece um moreno argentino a explodir à entrada da área inglesa, e a ser travado em falta (acredito que marcasse golo se tivesse passado). Mesmo a jeito de Tacuara. Simulação de Aimar, toque subtil de Carlos Martins, confundindo os jogadores adversários, e Cardozo a mandar uma bomba para o ângulo superior, sem hipóteses de defesa. Estava feito o 3-0.
Logo no início da segunda parte, aos 50 minutos, novamente Jara a acreditar até ao fim, a mostrar porque é uma peça fulcral no 4x3x3 de Jesus, e a roubar uma bola na linha de fundo, já dentro da área adversária, assistindo Saviola para o quarto golo encarnado. De referir ainda uma bola no poste de Saviola depois de um cruzamento de Fábio Coentrão.
Aos 60 minutos, Jesus mexeu na equipa, tirando Aimar, Cardozo e Saviola, fazendo entrar Gaitán, Kardec e César Peixoto. A partir daqui, e como já referi antes, a equipa teve uma natural quebra de rendimento.
Inaceitável foi o 4-1 dos ingleses. «Fífia» de Sidnei, deixando escapar Carew, que confundiu David Luiz, meio-hesitante com a falha do colega, atirando com força para o lado contrário de Roberto, sem hipótese de defesa. Este resultado poderia ter sido 4-2, mas valeu Roberto a fazer uma excelente mancha ao avançado norueguês, impedindo-o assim de bisar na partida. Mal posso esperar por vê-lo a fazer o mesmo a Falcão e afins.
Já após o jogo, David Luiz recebeu um livro com textos e frases de apoio por parte da família, colegas e adeptos. Um momento bonito, e deu para ver nos olhos do «cabeludo» que ele ficou emocionado. Um jogador à Benfica.
Sucedendo a Saviola na edição do ano passado, Tacuara Cardozo levou para casa o prémio de melhor jogador do torneio. Merecido, diga-se. Está com o pé quente, muito quente.
Que venham os Spurs, para a festa de homenagem ao nosso King!
domingo, 18 de julho de 2010
V. Guimarães 3 - 5 Benfica
Vitória do Benfica no IV Torneio Cidade de Guimarães, após vitória expressiva sobre a equipa de Manuel Machado.
Este jogo tem muito que se lhe diga. Primeiro, o início fulminante do Benfica, a fazer logo o 1-0 aos seis minutos de jogo. Excelente o movimento de Gaitán, a cruzar impecavalmente para a finalização de cabeça por parte de Alan Kardec, claramente a ganhar pontos na ausência de Cardozo. Benfica na frente.
Logo a seguir, aos nove minutos, jogada à Benfica, e Kardec, novamente com nota positiva, a não ser egoísta e a assistir Saviola para o 2-0 dos encarnados. Nos três minutos que se seguiram o Benfica desperdiçou duas oportunidades de golo claríssimas, que matariam o jogo logo ali pela raíz. No entanto, o jogo prosseguiu, com a pressão do Vitória, que acabaria por resultar no 2-1, aos 34 minutos. Ora, este golo foi sofrido de canto, após uma excelente defesa de Roberto. Só que o problema é que, no canto em si, Roberto falha a saída à bola, e fica muito, muito mal na fotografia.
Chegava assim o intervalo, com 2-1. De destacar a saída, por lesão, de Pablo Aimar. Esperemos que não haja nada de grave com ele.
No ínicio do segundo tempo, novo início fantástico do Benfica. Aos 48 minutos, David Luiz a assistir Kardec (com uma movimentação notável) para um remate explosivo, a fazer o 3-1 para o Benfica. Mais pontos para o brasileiro.
Seis minutos depois, quando o relógio marcava os 54, eis que Jara saca um autêntico coelho da cartola. Que remate esplêndido, de fora da área, a bater na malha lateral e sem hipóteses para o guarda-redes vimaranense. O argentino mostra porque razão eu tenho tantas esperanças nele. 4-1. Parecia resolvido o jogo, nova goleada do Benfica, com toda a gente a pensar na cara de frustação do Manuel Machado, após levar outro baile dos comandados de Jesus. Mas...
60 minutos. Livre batido para a área do Benfica, e Roberto novamente a falhar redondamente no alívio. Curiosamente, uma das características que levou os dirigentes do Benfica a apostar no espanhol foi a sua qualidade a sair às bolas, mas ainda não a conseguiu demostrar nesta pré-época. A ver se atina, que o 7 de Agosto está aí à porta...
E estava assim feito o 4-2. Mas aos 69 minutos, Carlos Martins, com muita, muita sorte à mistura, penso eu, marca de livre um dos golos mais bonitos da pré-época. Penso que teria a intenção de cruzar a bola, mas a Jabulani decidiu que queria entrar na baliza. Meu dito, meu feito. 5-2 para o Benfica.
De destacar ainda a falha da defesa (sem culpas para Roberto, a meu ver) no 5-3 do Vitória. Três jogadores em condições de cabecear, e nenhum defesa a pressionar. Assim não pode ser.
Destaque individual para Airton, que voltou a fazer um jogo de grande qualidade, e parece um sério candidato a roubar o lugar a Javi Garcia, que tem estado um pouco apagado nesta pré-época.
Outro destaque para Kardec, com bom sentido de oportunidade e a mostrar que é um jogador de equipa. Gostei.
Carlos Martins novamente a mostrar que está em grande forma, a ter muito mais ritmo que os companheiros, e a alinhar o fio de jogo da equipa encarnada.
E finalmente, Nicolás Gaitán, que continua a espalhar magia em campo. Mais umas semaninhas de trabalho e está pronto para desfazer as defesas dos nossos inimigos na Zon Sagres. Excelente.
E está assim ganho o primeiro troféu de pré-época. Que venham mais!
Este jogo tem muito que se lhe diga. Primeiro, o início fulminante do Benfica, a fazer logo o 1-0 aos seis minutos de jogo. Excelente o movimento de Gaitán, a cruzar impecavalmente para a finalização de cabeça por parte de Alan Kardec, claramente a ganhar pontos na ausência de Cardozo. Benfica na frente.
Logo a seguir, aos nove minutos, jogada à Benfica, e Kardec, novamente com nota positiva, a não ser egoísta e a assistir Saviola para o 2-0 dos encarnados. Nos três minutos que se seguiram o Benfica desperdiçou duas oportunidades de golo claríssimas, que matariam o jogo logo ali pela raíz. No entanto, o jogo prosseguiu, com a pressão do Vitória, que acabaria por resultar no 2-1, aos 34 minutos. Ora, este golo foi sofrido de canto, após uma excelente defesa de Roberto. Só que o problema é que, no canto em si, Roberto falha a saída à bola, e fica muito, muito mal na fotografia.
Chegava assim o intervalo, com 2-1. De destacar a saída, por lesão, de Pablo Aimar. Esperemos que não haja nada de grave com ele.
No ínicio do segundo tempo, novo início fantástico do Benfica. Aos 48 minutos, David Luiz a assistir Kardec (com uma movimentação notável) para um remate explosivo, a fazer o 3-1 para o Benfica. Mais pontos para o brasileiro.
Seis minutos depois, quando o relógio marcava os 54, eis que Jara saca um autêntico coelho da cartola. Que remate esplêndido, de fora da área, a bater na malha lateral e sem hipóteses para o guarda-redes vimaranense. O argentino mostra porque razão eu tenho tantas esperanças nele. 4-1. Parecia resolvido o jogo, nova goleada do Benfica, com toda a gente a pensar na cara de frustação do Manuel Machado, após levar outro baile dos comandados de Jesus. Mas...
60 minutos. Livre batido para a área do Benfica, e Roberto novamente a falhar redondamente no alívio. Curiosamente, uma das características que levou os dirigentes do Benfica a apostar no espanhol foi a sua qualidade a sair às bolas, mas ainda não a conseguiu demostrar nesta pré-época. A ver se atina, que o 7 de Agosto está aí à porta...
E estava assim feito o 4-2. Mas aos 69 minutos, Carlos Martins, com muita, muita sorte à mistura, penso eu, marca de livre um dos golos mais bonitos da pré-época. Penso que teria a intenção de cruzar a bola, mas a Jabulani decidiu que queria entrar na baliza. Meu dito, meu feito. 5-2 para o Benfica.
De destacar ainda a falha da defesa (sem culpas para Roberto, a meu ver) no 5-3 do Vitória. Três jogadores em condições de cabecear, e nenhum defesa a pressionar. Assim não pode ser.
Destaque individual para Airton, que voltou a fazer um jogo de grande qualidade, e parece um sério candidato a roubar o lugar a Javi Garcia, que tem estado um pouco apagado nesta pré-época.
Outro destaque para Kardec, com bom sentido de oportunidade e a mostrar que é um jogador de equipa. Gostei.
Carlos Martins novamente a mostrar que está em grande forma, a ter muito mais ritmo que os companheiros, e a alinhar o fio de jogo da equipa encarnada.
E finalmente, Nicolás Gaitán, que continua a espalhar magia em campo. Mais umas semaninhas de trabalho e está pronto para desfazer as defesas dos nossos inimigos na Zon Sagres. Excelente.
E está assim ganho o primeiro troféu de pré-época. Que venham mais!
Benfica 3 - 3 Groningen
O Benfica empatou esta noite a 3 bolas com os holandeses do Groningen, na cidade de Braga.
Perdão, na cidade de Guimarães. É que até parecia que estávamos na cidade dos bácoros, a julgar pela qualidade da arbitragem. Mais de 6 foras de jogo mal tirados, um deles anulando um golo perfeitamente limpo para o Benfica, e um penalty que fica por assinalar. É um cheirinho do que vai ser a época, suponho.
Siga para o jogo. Ora bem, foi um resultado claramente injusto. O Benfica dominou do início ao fim esta partida, e só sofreu três golos devido a facilidades da defesa. Penso que Jesus devia pedir aos 3 mundialistas titularíssimos na nossa defesa para abdicarem da última semana das suas férias, senão está a por em risco a conquista da Supertaça, troféu que o Benfica não ganha há 5 anos...
Início atribulado, com um golo do Groningen logo aos 4 minutos, após uma falha da defesa, mas grande mérito para o cabeceamento do avançado dos holandeses. Sem hipóteses para Roberto.
Boa resposta do Benfica logo depois, aos 6 minutos, com Kardec a usar o seu sentido de oportunidade (como já o havia feito, e de forma excelente, em Marselha) para igualar o resultado. Após este golo o Benfica continuou a pressionar bem, com grande destaque para Gaitán que fez um tremendo jogo. Belo reforço. Já Jara não esteve tão bem esta noite, apesar de se ter movimentado bem não conseguiu concluir as jogadas da melhor forma.
Ambos os sul-americanos tentaram o golo de pontapé acrobático, mas acabou por ser Carlos Martins, ao minuto 58, a colocar o Benfica na frente do marcador, de forma aerodinâmica.
Logo a seguir, entrada de Aimar e Saviola, os suspeitos do costume. Aqui senti que íamos dar goleada, mas ao minuto 75, golo do empate de Metaj, para o Groningen.
No entanto, ter um Saviola na equipa é outra coisa, portanto não estranhei que Nuno Gomes finalizasse no primeiro toque na bola que realizou esta noite, após o excelente centro de El Conejo. 3-2 para o Benfica.
Tudo parecia resolvido, mas colocar Balboa a defesa direito não foi uma boa opção. Isto, aliado à desconcentração geral da defesa na segunda parte, levou a que o Groningen empatasse no minuto 90, num centro que atravessou a área do SLB, até chegar ao pé de Stenman, que finalizou facilmente, por baixo de Roberto. Fiquei com a impressão que podia ter feito melhor o guarda-redes espanhol, mas a culpa foi da defesa.
Resultado final Benfica 3 - 3 Groningen. Um resultado extremamente injusto face ao que se verificou durante a partida.
Nos penalties, vitória do Groningen por 4-3. De apontar o facto de Roberto ter ido sempre para o mesmo lado. Tem de treinar melhor os penalties. É que consoante o pé forte, os jogadores têm tendência a mandar para um certo lado.
Amanhã, V. Guimarães - Benfica, no mesmo (fraco) relvado, às 20:15. Para ganhar o torneio da cidade de Guimarães, o Benfica terá de vencer o Vitória nos 90 minutos regulamentares. Caso se verifique um dos outros dois possíveis resultados, o Vitória vencerá esta quarta edição do torneio.
Perdão, na cidade de Guimarães. É que até parecia que estávamos na cidade dos bácoros, a julgar pela qualidade da arbitragem. Mais de 6 foras de jogo mal tirados, um deles anulando um golo perfeitamente limpo para o Benfica, e um penalty que fica por assinalar. É um cheirinho do que vai ser a época, suponho.
Siga para o jogo. Ora bem, foi um resultado claramente injusto. O Benfica dominou do início ao fim esta partida, e só sofreu três golos devido a facilidades da defesa. Penso que Jesus devia pedir aos 3 mundialistas titularíssimos na nossa defesa para abdicarem da última semana das suas férias, senão está a por em risco a conquista da Supertaça, troféu que o Benfica não ganha há 5 anos...
Início atribulado, com um golo do Groningen logo aos 4 minutos, após uma falha da defesa, mas grande mérito para o cabeceamento do avançado dos holandeses. Sem hipóteses para Roberto.
Boa resposta do Benfica logo depois, aos 6 minutos, com Kardec a usar o seu sentido de oportunidade (como já o havia feito, e de forma excelente, em Marselha) para igualar o resultado. Após este golo o Benfica continuou a pressionar bem, com grande destaque para Gaitán que fez um tremendo jogo. Belo reforço. Já Jara não esteve tão bem esta noite, apesar de se ter movimentado bem não conseguiu concluir as jogadas da melhor forma.
Ambos os sul-americanos tentaram o golo de pontapé acrobático, mas acabou por ser Carlos Martins, ao minuto 58, a colocar o Benfica na frente do marcador, de forma aerodinâmica.
Logo a seguir, entrada de Aimar e Saviola, os suspeitos do costume. Aqui senti que íamos dar goleada, mas ao minuto 75, golo do empate de Metaj, para o Groningen.
No entanto, ter um Saviola na equipa é outra coisa, portanto não estranhei que Nuno Gomes finalizasse no primeiro toque na bola que realizou esta noite, após o excelente centro de El Conejo. 3-2 para o Benfica.
Tudo parecia resolvido, mas colocar Balboa a defesa direito não foi uma boa opção. Isto, aliado à desconcentração geral da defesa na segunda parte, levou a que o Groningen empatasse no minuto 90, num centro que atravessou a área do SLB, até chegar ao pé de Stenman, que finalizou facilmente, por baixo de Roberto. Fiquei com a impressão que podia ter feito melhor o guarda-redes espanhol, mas a culpa foi da defesa.
Resultado final Benfica 3 - 3 Groningen. Um resultado extremamente injusto face ao que se verificou durante a partida.
Nos penalties, vitória do Groningen por 4-3. De apontar o facto de Roberto ter ido sempre para o mesmo lado. Tem de treinar melhor os penalties. É que consoante o pé forte, os jogadores têm tendência a mandar para um certo lado.
Amanhã, V. Guimarães - Benfica, no mesmo (fraco) relvado, às 20:15. Para ganhar o torneio da cidade de Guimarães, o Benfica terá de vencer o Vitória nos 90 minutos regulamentares. Caso se verifique um dos outros dois possíveis resultados, o Vitória vencerá esta quarta edição do torneio.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Fim do estágio
Acabou o estágio na Suíça, e em apoteose. 4-1 ao Aris de Salónica é um excelente resultado para a fase da pré-época em que vamos.
Passando à análise do jogo, vi muitos passes errados e lapsos de concentração, normais para a pré-época.
Mas também vi muita qualidade no Gaitán e no Roberto, com vários cruzamentos, cantos (finalmente, um esquerdino que sabe marcar cantos) e defesas seguras, respectivamente.
Tivemos muita sorte nos dois golos de livre, é certo, mas o que conta é a bola bater nas redes.
Falando da bola... estou um pouco de pé atrás com a Jabulani. Principalmente com a cor. Espero que não haja problemas de maior devido à sua trajectória (o que é pouco provável, pois já li teorias de engenheiros da NASA que referem que a partir dos 73 km/h a sua trajectória passa a ser imprevisível). Isto poderá afectar o Benfica, porque temos vários jogadores que rematam com bastante força, deixando para segundo plano a colocação. Falo de Cardozo e Carlos Martins, por exemplo. Espero que se adaptem bem às trajectórias da Jabulani.
Referência também para Franco Jara, que marcou o seu primeiro golo com o manto sagrado, com um bom sentido de oportunidade, após uma excelente jogada do flanco esquerdo da equipa.
Saviola e Aimar continuam a ter a magia toda lá dentro, com as constantes tabelinhas que deixam os defesas loucos (exemplo perfeito disso é o golo de Saviola, nota positiva para Kardec, que não foi egoísta. Assim é que é.), o que me leva a crer que Jesus terá a máquina bem oleada para dia 7 de Agosto, data da Supertaça contra o FCPorcos. É para ganhar.
Destaque para Airton. A cimentar a opinião que já tinha dele: solidez defensiva, e uma capacidade de remate tremenda.
Eu acredito na Liga dos Campeões. CARREGA BENFICA!
Passando à análise do jogo, vi muitos passes errados e lapsos de concentração, normais para a pré-época.
Mas também vi muita qualidade no Gaitán e no Roberto, com vários cruzamentos, cantos (finalmente, um esquerdino que sabe marcar cantos) e defesas seguras, respectivamente.
Tivemos muita sorte nos dois golos de livre, é certo, mas o que conta é a bola bater nas redes.
Falando da bola... estou um pouco de pé atrás com a Jabulani. Principalmente com a cor. Espero que não haja problemas de maior devido à sua trajectória (o que é pouco provável, pois já li teorias de engenheiros da NASA que referem que a partir dos 73 km/h a sua trajectória passa a ser imprevisível). Isto poderá afectar o Benfica, porque temos vários jogadores que rematam com bastante força, deixando para segundo plano a colocação. Falo de Cardozo e Carlos Martins, por exemplo. Espero que se adaptem bem às trajectórias da Jabulani.
Referência também para Franco Jara, que marcou o seu primeiro golo com o manto sagrado, com um bom sentido de oportunidade, após uma excelente jogada do flanco esquerdo da equipa.
Saviola e Aimar continuam a ter a magia toda lá dentro, com as constantes tabelinhas que deixam os defesas loucos (exemplo perfeito disso é o golo de Saviola, nota positiva para Kardec, que não foi egoísta. Assim é que é.), o que me leva a crer que Jesus terá a máquina bem oleada para dia 7 de Agosto, data da Supertaça contra o FCPorcos. É para ganhar.
Destaque para Airton. A cimentar a opinião que já tinha dele: solidez defensiva, e uma capacidade de remate tremenda.
Eu acredito na Liga dos Campeões. CARREGA BENFICA!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Táctica de jogo 2010/2011
Há vários dias que me debato com um dilema. Embora tenha adorado, claro, o modo de jogar do Benfica da época passada, esse molde de jogo falhou numa ou outra situação, pois estava demasiado virado para o ataque. Ora, esta época vamos jogar a Liga dos Campeões, e se tudo correr bem, estaremos em Wembley no próximo mês de Maio. Isto faz-me pensar que devíamos, consoante o decorrer do jogo, recorrer a outra táctica, um pouco mais defensiva, mas principalmente controladora do meio campo.
Eu apostaria num 4-2-3-1. É fácil chegar a esta táctica através da nossa actual, basta fazer descansar um dos avançados, por exemplo Saviola, fazendo entrar Airton ou Ruben Amorim para segurar o meio campo, assegurando a vitória nesse jogo, e evitando surpresas, como a de Liverpool (que foi também causada pelo cansaço dos jogadores, não somente a táctica).
Táctica definida, penso que seria de bom proveito falar da nossa ala esquerda. Continuo um pouco triste pela saída do Dí Maria, sendo ele um dos meus jogadores favoritos, e preferia que tivessem sido 40 milhões, mas foram 36, já é bom. Só que ficámos sem um desequilibrador nato. Ora, isso poderia ser compensado pela vinda de Sebastián Lato, como indica hoje o jornal A Bola. Jesus já afirmou que Gaitán é o substituto de Angel, e tenho grandes esperanças nele e Jara, mas como não o vi ainda a jogar, não posso afirmar nada em relação à sua qualidade. Resta-nos esperar pelo que será mais um (escaldante) estágio na Suíça, sempre com o adeptos dos emigrantes portugueses.
Só mais uma nota no post de hoje. Roberto. A ser verdade o que A Bola diz, o guarda-redes espanhol ainda não sofreu nenhum golo nos jogos entre o colectivo. Notável. A ver vamos se conseguirá manter essa linha de desempenho durante a época. Eu espero que sim!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
O ano do 3
Escrevo este post um dia atrasado do que devia.
Ontem foi o primeiro treino do Benfica 2010/2011. A mística deste clube é incontornável, 1500 pessoas para assistir a um treino, numa quinta-feira, dia de trabalho, só está ao alcance daqueles que são a elite do futebol europeu.
Começa a notar-se a adaptação dos reforços, e o esforço de todos os jogadores que já cá estavam de modo a que isso aconteça, o que reforça ainda mais o espírito de grupo e de união deste nosso plantel.
Fiquei obviamente triste com a saída do Dí Maria, sendo ele um dos meus jogadores favoritos, mas penso que essa ausência será muito bem colmatada por Gaitán, em quem depositamos muitas esperanças. Pessoalmente, estou com muitas 'ganas' de ver jogar Jara, pelo pouco que existe no YouTube sobre ele, pareceu-me que temos ali um prodígio. Só o tempo dirá, mas espero que se confirme o meu pensamento.
Um dos jogadores que foi mais acarinhado ontem foi o novo guarda-redes Roberto. Ainda bem que assim foi. Temos de lhe transmitir a mensagem de que estamos com ele desde o dia 1, para que se sinta seguro na baliza e que a torne no cofre que tão bem guardado foi por Preud'homme.
Fico contente por ver que os nossos dirigentes prepararam bem a nova época, em termos de reforços.
E assim começou ontem, na oficina do Seixal, o ano do 3. E porquê o 3?
-> 33º Campeonato Nacional
-> 3ª Taça da Liga consecutiva
-> 3ª Liga dos Campeões.
Eu acredito. Força rapazes! (e já agora, que venha a 25ª Taça de Portugal e a 5ª Supertaça, assim como quem não quer a coisa.)
Ontem foi o primeiro treino do Benfica 2010/2011. A mística deste clube é incontornável, 1500 pessoas para assistir a um treino, numa quinta-feira, dia de trabalho, só está ao alcance daqueles que são a elite do futebol europeu.
Começa a notar-se a adaptação dos reforços, e o esforço de todos os jogadores que já cá estavam de modo a que isso aconteça, o que reforça ainda mais o espírito de grupo e de união deste nosso plantel.
Fiquei obviamente triste com a saída do Dí Maria, sendo ele um dos meus jogadores favoritos, mas penso que essa ausência será muito bem colmatada por Gaitán, em quem depositamos muitas esperanças. Pessoalmente, estou com muitas 'ganas' de ver jogar Jara, pelo pouco que existe no YouTube sobre ele, pareceu-me que temos ali um prodígio. Só o tempo dirá, mas espero que se confirme o meu pensamento.
Um dos jogadores que foi mais acarinhado ontem foi o novo guarda-redes Roberto. Ainda bem que assim foi. Temos de lhe transmitir a mensagem de que estamos com ele desde o dia 1, para que se sinta seguro na baliza e que a torne no cofre que tão bem guardado foi por Preud'homme.
Fico contente por ver que os nossos dirigentes prepararam bem a nova época, em termos de reforços.
E assim começou ontem, na oficina do Seixal, o ano do 3. E porquê o 3?
-> 33º Campeonato Nacional
-> 3ª Taça da Liga consecutiva
-> 3ª Liga dos Campeões.
Eu acredito. Força rapazes! (e já agora, que venha a 25ª Taça de Portugal e a 5ª Supertaça, assim como quem não quer a coisa.)
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